Como são feitos os tratamentos para varizes

A escleroterapia a laser é um tipo de tratamento feito para diminuir ou eliminar vasos pequenos e médios que podem aparecer no rosto, especialmente no nariz e nas bochechas, no tronco ou nas pernas.

O tratamento a laser é mais caro em relação aos outros tipos de tratamento para varizes, porém, não é invasivo e pode apresentar resultados satisfatórios logo nas primeiras sessões, dependendo da quantidade de vasos a serem tratados.

Como funciona a escleroterapia a laser

A escleroterapia a laser reduz os microvasos ao aumentar a temperatura dentro do vaso através da emissão de uma luz que faz com que o sangue retido no interior seja deslocado para outro vaso ocasionando a destruição e a reabsorção do vaso pelo organismo. O calor causa uma pequena inflamação no local, fazendo com que as varizes se fechem e percam sua função.

A depender da região a ser tratada, o desaparecimento das varizes pode acontecer em apenas uma ou duas sessões. Além disso, para que se tenha melhores resultados, pode ser necessária realizar a escleroterapia química. Entenda como funciona a escleroterapia química.

Quando fazer a escleroterapia a laser

A escleroterapia a laser é indicada para pessoas que têm medo de agulha, possuem alergia à substâncias químicas que normalmente são utilizadas ou possuem uma região no corpo com muitos vasos pequenos.

É um procedimento rápido, que dura cerca de 20 a 30 minutos por sessão e que não é muito dolorido em comparação aos outros procedimentos.

É importante ter alguns cuidados para realizar a escleroterapia a laser e também após o procedimento, como:

  • Evitar o sol 30 dias antes e após o procedimento na área que vai ser tratada;
  • Usar filtro solar;
  • Não realizar bronzeamentos artificiais;
  • Evitar fazer depilação na região tratada 20 a 30 dias após o procedimento;
  • Usar hidratantes.

Escleroterapia com espuma densa

A escleroterapia com espuma densa é um tipo de tratamento que elimina completamente as varizes e os pequenos vasinhos. A técnica consiste em aplicar uma substância esclerosante chamada Polidocanol, em forma de espuma, diretamente nas varizes, até que estas desapareçam.

A escleroterapia com espuma é eficaz nas microvarizes e varizes, eliminado-as completamente. Nas varizes de maior calibre, este tratamento pode não dar o melhor resultado, mas é capaz de diminuir o seu tamanho, podendo ser necessária mais de 1 aplicação na mesma variz.

tratamento varizes através de espuma densa

Como é feito o tratamento

Este tratamento é relativamente simples, mas só deve ser realizado pelo médico, de preferência pelo angiologista. Inicialmente o médico injeta o medicamento nas veias que estão nutrindo os vasinhos até que estes desapareçam e fiquem ligeiramente brancos como mostram as imagens a seguir.

Esta terapia causa uma certa dor e desconforto, não só pela picada da agulha, mas pela entrada do medicamento na veia, mas a maioria das pessoas tolera bem esta dor.

Após o tratamento com aplicação da espuma, recomenda-se que a pessoa use meias de compressão elástica, para melhorar o retorno venoso e diminuir as chances de aparecerem novas varizes.

É ainda indicado que a pessoa não se exponha ao sol, para evitar que a região fique manchada. Se for mesmo necessário, deve-se usar um filtro solar em toda a área tratada.

Esse tratamento é definitivo?

A eliminação das varizes e pequenos vasinhos pela escleroterapia com espuma é praticamente definitiva porque o vaso tratado não voltará a apresentar variz. No entanto, outras varizes podem surgir porque há também uma característica hereditária.

Riscos da escleroterapia com espuma:

Os riscos da escleroterapia com espuma são mínimos, contudo, o tratamento raramente pode provocar trombose venosa profunda e embolia, o que pode causar o deslocamento de coágulos pelo corpo que podem atingir o pulmão, por exemplo.

Escleroterapia com glicose

A escleroterapia com glicose é feita para tratar varizes e microvarizes presentes nas pernas por meio da aplicação de uma injeção contendo uma solução hipertônica de glicose a 50 ou a 75%. Essa solução é aplicada diretamente nas varizes, fazendo com que elas desapareçam completamente.

A escleroterapia com glicose é muito eficaz e deve ser realizado por um cirurgião vascular em um ambiente adequado.

Como é feita a escleroterapia com glicose

A escleroterapia com glicose é feita com a administração de uma solução hipertônica de glicose a 50 ou 75% diretamente na variz. A glicose é uma substância natural, sendo mais facilmente absorvida pelo organismo, diminuindo as chances de complicações ou alergias durante ou após o procedimento, o que faz com que essa técnica seja cada vez mais procurada.

Possíveis efeitos colaterais

Após a aplicação da glicose podem surgir alguns efeitos colaterais que desaparecem depois de poucos dias, como:

  • Hematomas no lugar da aplicação;
  • Manchas escuras na região tratada;
  • Inchaço;
  • Formação de pequenas bolhas no local.

Se os sintomas persistirem mesmo após a finalização completa do tratamento, é indicado voltar ao médico.

Cuidados após a escleroterapia com glicose

Apesar de ser uma técnica muito eficaz, deve-se tomar cuidados após a realização do procedimento para evitar o aparecimento de novas varizes e manchas no local. Portanto, é importante usar meias de compressão elástica, após o procedimento, evitar exposição solar, evitar usar salto alto diariamente, pois, tudo isso pode comprometer a circulação. Deve-se manter hábitos saudáveis.

ClaCs

O ClaCS (Cryo-laser & Cryoescleroterapia) é uma tecnologia inovadora no tratamento de varizes e vasinhos, mais rápida e menos dolorida que as tradicionais. Seu uso permite evitar a cirurgia em 86% dos casos.

A nova técnica combina o laser, a escleroterapia e jatos de ar gelado na pele. Esta junção do laser com a escleroterapia, aplicação de injeções com o uso de glicose, é vantajosa porque ao inserir esta substância em um vaso tratado a laser há poucos instantes, o efeito do medicamento dentro do vaso é potencializado. Isso acontece porque o laser reduz o calibre da veia, tornando o fluxo mais lento e favorecendo a ação prolongada da glicose no local. Na prática, o paciente não necessita de inúmeras sessões para conseguir secar os vasinhos.

tratamento varizes através do clacs

Como funciona?

O equipamento emite raios de luz que penetram no corpo do paciente e agem somente no sangue (dentro das varizes). A glicose então é aplicada em todas as veias dos pontos tratados a laser, principalmente em locais onde elas ainda estão abertas. Durante toda a sessão do CLaCS, utiliza-se equipamento que sopra ar gelado, com temperaturas de até – 20º C, sobre a pele. A dormência da pele provocada pelo frio diminui a dor e não traz efeitos colaterais.

O laser não é invasivo e ainda traz a vantagem de poder tratar as veias tanto nas pernas como na face, em qualquer tipo de pele. O tempo de duração de cada sessão é proporcional à quantidade de vasinhos. Geralmente demora entre 40 e 60 minutos no início do tratamento e vai diminuindo gradativamente. Outro fator importante é a utilização da realidade aumentada. Este aparelho localiza a veia para então o laser ser disparado.

Resultados

Os resultados são acompanhados de forma clara e objetiva. Desde o início do tratamento, é realizada uma ampla documentação fotográfica para que médico e paciente possam acompanhar a evolução. Esta modalidade é indicada para vasinhos e também varizes menores, que antes eram tratadas somente através de cirurgia. Cerca de 86% das cirurgias de varizes podem ser evitadas com este método.

O paciente sai do consultório apenas com pequenos adesivos nos pontos onde foi injetada a glicose. Os cuidados posteriores são orientados pelos médicos, mas não há restrição, além de evitar atividade física no dia da sessão. O tratamento pode ser realizado durante o verão. Devido à mínima ação do laser sobre a pele, o sol não é contraindicado.

A técnica CLaCS foi criada por um brasileiro, o Prof. Dr. Kasuo Miyake, e vem ganhando força nos últimos anos com a aceitação do meio médico em praticamente todos os continentes. Todo método de ponta passa por um período de teste na medicina e o CLaCS já ultrapassou esta fase. Apesar de ainda ser utilizado por poucos profissionais, veio para revolucionar o tratamento de doença venosa que existia até então.